Museu Oscar Niemeyer - Curitiba Às vezes esqueço quem sou eu e quando me pego tentando lembrar, gosto do que penso. Ao mesmo tempo me vem um medo de ser quem eu sou. Medo de ser um animal migratório solitário e não como os elefantes. Medo de perceber que o que eu quero não seja o que eu preciso. Medo de ter tanto medo. Por que eu simplesmente não aceito que eu gosto de mim mesma e ponto? Por que eu coloco meus defeitos como a causa de ainda não ter encontrado o animal migratório complementar? Por que eu duvido do que acredito? Esse animal migratório anda com muitas perguntas perseguindo seus rastros. Quando é só aceitar quem ele é.
Sabe o que dói mais? Se sentir boba. Boba por ter acreditado em algumas coisas ao longo dessa vida. Quando vem a aceitação de que os fatos são esses e ponto, fica esse gosto amargo na boca. A frustação. A cara de idiota. E o pior. Eu pedi por tudo. Anos atrás eu queria um amor tranquilo, que surgisse de uma amizade. Eu tive. Passei tempos sem querer nem saber de amor. Eu tive. Desejei uma paixão. Uma paixão como nunca tivesse sentido, sem explicação. Eu tive. E me lembro de ser bem clara de pedir para ser "por um tempo". E fiquei decepcionada quando foi só por um tempo mesmo. Agora? Como sempre, eu sei o que quero. Muitas vezes me pego afirmando que não sei, mas é só medo de assumir. Porque tudo vem. Se você quer realmente. E embora eu queira algo com um prazo de validade não tão definido e próximo, eu sou uma pessoa que sempre viveu de mudança, na mudança. Não sei quanto de permanente posso aguentar, nem quanto posso assumir. Uma criança que cresceu mudando não pode se...
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