terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Verso qualquer sobre se perder em si mesmo


E essa angústia que cresce no meu peito é o que?
É saudade?
É medo?
É receio?
Olho as fotos e tento me encontrar
Quem eu sou?
Quem me tornei?
Preciso relaxar
Mas há mais nós em mim do que eu possa desatar
Não consigo evitar de me perder em mim
Flutuo para longe
Wanderlust
Mas não quero ir
Quero me encontrar ao seu lado


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Saudade de miúdo

Eu não sei o que é essa tristeza que tomou conta do meu coração
Vai ver é saudade...
Só pode ser saudade
É, a saudade tomou nova dimensão
Mudou de forma, de jeito, de dor... é nova
É saudade que me tira até o vazio de outras saudades
Traz lágrimas
Ansiedade
E me parece que a aflição que eu sentia
Quando nem te conhecia

Era falta de você

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Por uma arma... sonhos se vão



Eu demorei para ter coragem de escrever tudo o que vou escrever aqui. É difícil escrever sobre a decepção. Dizem por ai que a decepção vem do que a gente espera e idealiza. Mas a gente sonha. É difícil escrever sobre a tristeza que me enche quando eu penso no mundo. Esta tudo tão misturado dentro de mim. O que é meu, quem sou eu e o que esta fora. Já não consigo definir claramente o que é expectativa não-realística minha e o que esta errado mesmo nesse mundo. Eu já andava pensativa sobre a vida no geral, a minha e como é viver nesse mundo. Foi quando há algum tempo atrás eu e meu namorado fomos assaltados à mão armada. A gente vê na TV e banaliza. O amigo te conta, mas ainda não é real e como acontece todo dia, a gente não se impressiona. Aí quando uma arma é apontada para você, você entende. Você entende que você não vale nada. Você entende que precisa viver melhor. Você se sente menor do que um grão de areia. Você entende o que é sofrer uma violência. E sim, eu anda choro quando penso nisso. Talvez um dia passe. Talvez não, porque agora eu choro quando vejo qualquer tipo de violência, mesmo que não deixe os outros verem minhas lágrimas. Eu já não assistia as notícias na TV, agora não suporto. Eu que adorava filme de suspense com assassino ou filme de terror, agora não consigo mais assistir esse tipo de filme sem me sentir muito mal e triste. Filme de ação então, com tiroteio sendo tratado como algo tão casual como tomar um copo de água, me dá arrepios. Porque tudo aquilo, sendo ficção ou fato ocorrido, vem da mente humana, que banaliza a violência e a vida. Por um bom tempo não me sentia segura em lugar nenhum. Qualquer alarme na rua me deixava angustiada. Melhorou, mas nunca mais serei a mesma. Tenho a impressão de que mesmo se eu estiver no meio do Ártico ainda terei medo de alguém me violentar, de algum modo. Deixei de fazer algumas coisas no começo e depois mudei minha rotina e horários. E tenho pensado muito na minha vida. Perdi minha paz. Perdi minhas certezas. Perdi vontades. Perdi até alguns sonhos. Tudo porque perdi muito da minha fé nesse mundo. Meu sonho de fazer pesquisa para ajudar a melhorar um tiquinho desse mundo esta se esvaindo e mais rápido com cada barbaridade que escuto. Meu amor pelas abelhas e minha vontade de lutar por elas talvez vire somente um hobby. Provavelmente somente o amor pelas abelhas, a luta talvez seja esquecida já que muita gente esta lutando pelo ganho econômico disfarçado de amor por elas. Eu fui muito feliz nesse período acadêmico da minha vida, mas o que a gente sacrifica em nome de um emprego que nunca vem, passou a não valer a pena. Não faz mais sentido lutar em uma batalha que já esta perdida, onde os interesses de uns são mais importantes do que os de uma sociedade. Perdi vontade, sonho, tesão, força, porque tudo o que eu quero agora é encontrar um pouco de paz. Eu quero morar em um lugar que tenha silêncio, eu quero colocar meus pés na terra, eu quero tomar um banho de chuva e ter tempo para não pensar em nada. Eu quero dizer não à violência diária de ter que preencher o meu dia com trabalho e informação. Quero ter um final de semana sem peso na consciência de não estar resolvendo, escrevendo, lendo, respondendo, decidindo. Afinal, se você não esta, tem alguém que esta e vai ficar com a vaga. Eu quero algo que provavelmente nunca mais existirá, que é andar na rua sem medo. Não me lembro qual foi a última vez que fiquei totalmente confortável “em público”. E todas essas vontades estão em conflito com a vida que levo agora e com tudo que um dia sonhei. É tempo de mudança e ainda não sei como transformar a minha vida dentro desse mundo. Esse mundo parece nos sufocar. Mas talvez seja apenas eu mesma me sufocando porque esse mundo é verdade na minha cabeça. Parece que não há sobrevivência se não seguirmos as regras, só que eu quero viver, não sobreviver. Há realidades das quais não posso fugir, mas há regras que posso não aceitar. E é preciso ter coragem. Mas é difícil ter coragem  se sentindo tão pequena. Eu acreditava que eu conseguiria ser e fazer o que eu quisesse. Não sei da onde vinha tanta força para enfrentar os meus obstáculos (que podem ser bem pequenos em relação aos de outras pessoas... e provavelmente são). Essa força já estava diminuindo, outros fatores afetavam minha confiança e eu achava que ainda não tinha feito o suficiente, mas ainda acreditava que podia chegar lá. Agora, não sei se vale a pena tentar chegar lá. Não sei nem se quero chegar lá. Não sei se esse é o caminho que quero continuar trilhando, pois perdi o tesão. Há tantos modos de ser feliz e eu quero ser mais leve. Quero leveza. Quero conseguir continuar sorrindo e doar um pouco de mim para os outros. Esse mundo esta errado. Vivemos para ganhar dinheiro, não ganhamos dinheiro para viver melhor. Eu quero fugir daqui!

Tudo porque apontaram uma arma para mim e me mandaram sair correndo. E eu fui, anestesiada, sendo puxada pelo meu amor. Naquele momento eu não pensava se eu iria morrer. Eu pensava que eu queria ir embora desse Brasil. Eu ainda não consigo pensar em tudo isso sem chorar.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Ele

Ele foi chegando e sem eu perceber foi conquistando minha atenção. Me deu espaço. Me deu coragem. Me eu apoio. Enquanto eu nem me tocava. Enquanto eu não estava prestando muita atenção. Mas ele não desistiu de mim. E agora eu vejo o quanto ele é uma pessoa especial. Ele não percebe o quanto ele me faz bem, eu acho... E assim a vida tem sido mais feliz, mais sorridente... A vida tem parecido vida e não uma sobrevivência...


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Por que rejeitamos?

Lá na adolescência a gente se "apaixona" pelo cara mais bonito da escola
A gente diz não para o amigo legal por que não quer estragar a amizade
A gente diz não por que ele não é alto
A gente diz não por que ele não é tão bonito...
A gente desperdiça tanta oportunidade... e nunca fica com o cara mais bonito da escola

Aí a gente cresce e se apaixona por caras que a gente pode ter... em teoria
Na prática acaba não sendo bem assim...
E a gente continua arrumando desculpas para não aceitar aquele cara que esta ali te oferecendo o que você queria...
Por que rejeitamos a chance de sermos felizes?
Por que insistimos em achar algo perfeito?
Mas se apaixonar também não é importante?
Mas será que é preciso se apaixonar logo de cara?

E dá para desistir do sonho de ser correspondida por quem você se apaixonou?
Por quem você sente aquela química que não compreende?
Por quem você se identificou tanto?
Até onde podemos esperar?
Quanto podemos suportar?
No jogo da conquista qual é o limite para não perder o amor-próprio?
Qual é o limite para continuar se respeitando?
Como saber quando desistir e quando prosseguir?
Como saber o que é sensato e o que é ilusão?
Como prosseguir e dar chance ao cara que está ali te oferecendo o que quer?

Como coordenar coração e razão?

domingo, 23 de novembro de 2014

Minha vontade de te ver é tão grande que já está maior que minha vontade de comer
Só tenho vontade de ficar aqui deitada esperando que um dia você tenha tempo
De ficar lembrando cada detalhe para não esquecer seu rosto... Para não esquecer seus olhos azuis...
Olhos azuis sempre causam estragos na minha vida
Talvez por que o céu vai me lembrar todo dia
Que existe alguém com quem eu posso esquecer do mundo

sábado, 22 de novembro de 2014

Eu só queria entender por que...

Temos medo de ser feliz?
Procuramos a perfeição?
Usamos a perfeição para espantar a felicidade?

Eu só queria entender por que o coração quer quem não está disponível
Eu só queria entender por que o coração não bate mais forte por quem está ali oferecendo tudo

Eu só queria entender por que o cérebro e o coração não conversam, não se entendem...

Eu só queria entender por que eu encontro tudo separado... por que tudo não vem em uma pessoa só?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O seu...

Eu não sei a cor dos meus olhos
Só sei a cor do meu cabelo porque pinto
Eu não sei se choro ou se rio
Só sei que hoje eu queria um sorriso
O seu
Só sei que hoje eu queria um cheiro
O seu
Só sei que hoje eu queira um beijo
Só o seu, o seu e outro seu...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Desejo na cama

Há dias que a gente acorda mas não levanta. Fica um pouco na cama contemplando o teto ou a luz que vem de fora. Mas não é preguiça. É só um desejo de que o mundo seja mais gentil. Que as decisões sejam menos dolorosas. Que a vida seja mais leve.
É só um desejo de que coincidências acontecessem. Que os medos passassem. Que o amor chegasse.
É só um desejo de que eu não precisasse tentar tanto. Que eu deixasse tudo fluir. Que tudo fluísse até encontrar o mar sem exaurir.
É só um desejo de paz. Dentro de mim em relação às coisas do coração.
É só um desejo de querer alguém que deixe-me amá-lo. Sem restrições ou padrões.
Ah são só desejos que parecem distantes de alcançar. Então aqui na cama permaneço desejando te encontrar, um pouco triste em saber que terei que esperar. Tentando não desanimar, não desistir, não vacilar. Tentando não pensar que hoje é só mais um dia e não um dia especial.
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