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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Cultura dos descartáveis

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Música que dura uma estação. Música da moda. A música que todos estão ouvindo. Você não gosta? Eu não. Eu gosto do que é bom, não importa a maioria. No meu mundo eu sou a rainha, nada de democracia. No meu gosto mando eu. Mas essa música é velha, Patrícia! Pois é, mas é genial e vou ouvir um milhão de vezes se ela tocar meu coração e/ou minha mente.
Copo descartável, prato descartável, talheres descartáveis, corte a árvore, cimente seu quintal, não ande a pé, roupas para uma só estação, cor da moda, tendências, televisões que não duram mais que 5 anos, tudo plástico. Tudo tem que ser novo, moderno e contemporâneo! Jogue tudo fora, compre novo, só não esqueça de comprar uma lixeira maior!
Pessoas descartáveis, pegar 20 em uma balada, ter 1000 amigos no facebook e nem olhar na cara do porteiro. Todas as atitudes tem que ser modernas e despojadas! Quantidade sem qualidade. Sentimentos descartáveis. Não cultivar, descartar. Não respeitar, não amar, não pensar. Enxergar só o próprio umbigo. …

Dividir em dois

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Eu não sei mais dividir minha vida em dois. Olho para o horizonte sozinha. Decido meu rumo sozinha. Tomo meu café da manhã sozinha e durmo melhor sem outro corpo em minha cama. Vejo os casais, alguns tão bonitos. Cada um doa uma parte de sua vida, se sacrificam. E eu, animal migratório que sou, me perdi do rebanho depois de ter me perdido de um par. Hoje não sei se seria capaz de dividir minha vida em dois. Aí lembro da força do amor. Aí lembro que o coração nos faz dividir até a alma. Amamos, "desamamos" e reaprendemos a amar. Nos apaixonamos novamente. E eu não sei porquê me esqueço disso. E eu não sei porquê me esqueço dos amores que já vivi, que senti e do que já fui capaz de fazer. Sim, eu seria capaz de dividir minha vida em dois novamente. Ninguém perde a capacidade de amar, só esquece-se dela.

Foco

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E pensar nas tantas coisas que não enxerguei ao meu redor porque a visão estava focada em uma só coisa à minha frente... Será que se eu tivesse prestado mais atenção em você teríamos uma chance? Será que era só eu ter pedido para você ficar e você ficaria? Nunca saberei e esse é o diabo de nossa vida. O "se". Muitas vezes é preciso perder o foco.


Saindo da concha

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“E é só você que tem a cura pro meu vício De insistir nessa saudade que eu sinto De tudo que eu ainda não vi” (Índios – Legião Urbana)

Sou diferente e ao mesmo tempo tão igual a todo mundo. Não são as características que me fazem distinta, mas o conjunto delas. Abomino tudo o que não diz nada e tudo aquilo que me diz tudo sem me deixar descobrir por mim mesma. Sou contradição porque amo a luz da lua e dias nublados enquanto uma das minhas canções preferidas diz que quero sentir a luz do sol em meu rosto*. Ah, como eu amo migrar! Sou esse animal migratório que se sente preso quando permanece por muito tempo em um mesmo local. Que sente saudade de tudo e todos e quer voltar, mas quando volta quer voar novamente. Que sente em seu peito uma liberdade do tamanho do mundo e que mesmo assim gostaria de ficar preso um pouquinho a alguém. Que chora porque esse alguém não existe e sorri porque a busca parece mais excitante que o encontro. Amo o vermelho, mas também gosto do azul, do verde e do pret…

Cachorro é tudo de bom!

Boa semana pessoal!!! A minha sempre começa bem quando acordo e vejo meus pequenos...


Essa é minha recepção:

Cada pedaço da vida

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Em alguns momentos me sinto tão bem comigo mesma. Uma alegria brota no peito e se expande apertando as paredes de meu tórax de dentro para fora. E tudo explode em um sorriso solitário, em um momento que dura segundos e me faz imaginar o que provocou esse sentimento. Esse contentamento relâmpago, uma paixão por mim mesma, por estar viva. Sempre vem enquanto caminho em uma rua conhecida e me lembro do que já vivi ali. Já me veio em ruas desconhecidas ao pensar que estou em mais um lugar por aí nesse mundo. Saborear a vida é como comer um doce delicado.  É preciso sentir tanto a textura quanto o sabor, morder aos poucos, apreciar cada pedaço.

Abrir portas, olhar pelas janelas

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Abrindo portas, olhando pelas janelas. O que o mundo reserva? Abrindo portas. Assim descubro o que está lá fora. Assim descubro o que está aqui dentro. Abro a porta e sinto o frio. No meu mundo neva e venta frio. A paisagem é branca e me traz paz. Me sinto protegida pelos flocos caindo do céu cinza. Abro a porta e sinto calor. Dentro de mim sonhos a todo vapor. A curiosidade me fazendo olhar pelas janelas e imaginar as possibilidades.
PS: me imagino feliz no frio... por quê? E você? Como é seu mundo feliz?

A bloody passion poem

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Passion makes you feel alive but when it is gone it makes you feel like a walking dead. Not hungry for brains, flesh and blood, but for love.
A paixão te faz se sentir vivo mas quando ela acaba ela te faz se sentir um morto-vivo. Não faminto por cérebro, carne e sangue, mas por amor.


PS: que viagem!!! hahahaha

Tudo era mais simples

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Viajar tem dessas coisas. A gente se descobre, descobre o mundo e muitos porquês. O que um simples diálogo pode trazer. Outro dia me peguei tentando lembrar como era ter 20 anos. Como eu era quando entrei na Universidade. Conversando no avião com uma garota, veio em minha mente: "A diferença entre os 20 e os 30 anos: tudo era mais simples."

Eu tinha menos medos. Medos que vieram de algumas experiências. Experiências que me fizeram crescer. Crescer é ter mais medo? Talvez medo não seja a palavra adequada. Pensando melhor deveria dizer precavida, cuidadosa, seletiva. Passei a escolher melhor e com mais cuidado as situações com as quais me envolver. Aprendi que não é tudo preto no branco, no mínimo é tudo em escalas de cinza e às vezes ainda pode ser colorido. A garota me perguntou o que eu achava de namoro à distância, se eu achava que todos os homens traíam quando estavam longe de suas namoradas. Quando eu tinha 20, eu diria que sim se eles não amassem as namoradas, que era exat…