O que veio de outro lugar I


Acho que por isso gosto tanto dos cactos. Possuem espinhos, mas são tão belos. E mesmo com os espinhos, há flores.
 
 
 
Tantas coisas acontecem na vida da gente. No momento em que estão acontecendo elas parecem tão difíceis, nos atingem tanto. Tempo depois que já passaram e olhamos para trás elas não parecem mais tão dramáticas. Esquecemos o quanto sofremos e o que fica é o aprendizado. E se voltar a acontecer não sofremos tanto. Tudo vai ficando mais simples e mais fácil. Pelo menos deveria ser assim. Com algumas pessoas acontece o contrário. O medo de sofrer novamente as tornam covardes e elas passam a evitar a vida como se estivessem em uma guerra. Fechando-se.

Por um certo tempo é necessário fechar-se para entender nossos sentimentos. É bem mais difícil entender sentimentos que fatos. E é preciso digerir todos eles para que eles não nos atrapalhem futuramente. Para que nossa consciência permaneça leve. Precisamos admitir nossos sentimentos. Todos. Os ruins também. E não para os outros, para nós mesmos. É chegar na frente do espelho e dizer em voz alta. É preciso se aceitar.

E é essencial separar o que é seu e o que é o do outro. Mais do que compreender, sentir o que é “culpa” sua e o que é problema do outro. Para que não coloquemos mais defeitos em nós do que já temos. Para aceitar momentos de tomada de rumos diferentes. Para não nos revoltarmos diante do que não podemos mudar.

Pelo menos não nos revoltarmos para sempre. Todo mundo se revolta com algo que contraria os desejos.

A revolta só traz dor para almas que já tem muito com o que lidar.

O mundo interior é tão complexo e interage de tantas formas com o exterior que é difícil não chorar. É difícil não ter vontade de desistir. É difícil ter fé que um dia pode ser diferente. E, por fim, é difícil continuar tentando.

A caminhada é difícil. A dor de existir muitas vezes nos tira até os atos. A impotência diante de tantas situações nos coloca amarras invisíveis aos olhos, mas sentidas pelo coração. Como desatar os nós? Como nos entregarmos à felicidade que todos os seres merecem?

É o autoconhecimento. É o amor próprio. É a consciência tranquila.

Que tenhamos força para continuar nesse caminho de desilusões. Sim, desilusões. Pois o conhecimento tira as vendas da ilusão da felicidade fora da humildade, da caridade, da honestidade e do amor.

Que tenhamos paciência, pois aprender leva tempo. E aprender a sentir leva mais tempo ainda.

Se houvesse amor, não seria necessário haver leis.

Comentários

Zilani Célia disse…
OI PATRÍCIA!
ACHO QUE À MEDIDA QUE VIVEMOS, AMADURECEMOS, DAÍ, COISAS QUE EM ALGUM MOMENTO NOS FERIRAM, FIZERAM SOFRER PASSAM A SER DE SOMENOS IMPORTÂNCIA.
ABRÇS

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