Ando por sonhos/ Walk inside dreams

Sempre busco um sinal de que você não me esqueceu. Ando por sonhos. Pergunto para as estrelas. Faço cócegas nas nuvens, mas elas não dizem. A lua ilumina meu rosto e continua muda. As árvores torturadas pelo vento não revelam. Talvez não haja nada para revelar. Ou não queiram me dizer a verdade. Querem que eu continue vivendo no mundo dos sonhos entre elas. Talvez o meu lugar no seu coração já esteja ocupado e você tenha me apagado da sua memória. Se é que esse lugar foi verdadeiramente meu durante aqueles dias de verão. Por que você tirou a nossa foto do lugar depois de ter deixado lá? Não imagino o que você sente. Não sei o que você pensa. E não tenho pistas. E não posso perguntar. Quando estávamos entre as árvores tudo o que bastava era o toque da sua mão. Um simples toque que me fazia sentir o mundo. E depois fazia o mundo desaparecer. O silêncio era música. O sol reinava. Agora olho para a lua. Olhar para o céu durante o reino do sol dói. Mesmo sem querer lembro-me dos seus olhos. Daqueles momentos em que seus olhos tão fixos nos meus nos fazia um. Nossa curta história deixou marcas. Tão profundas como as que longas histórias deixaram. Rápida, mas intensa. Além das marcas, ficou uma luz. A energia da paixão que sentia por você ainda não foi embora. Espero que nunca vá. Trouxe magnetismo ao meu olhar. Assim, tento usar você para atrair um novo amor. No entanto, eu continuo querendo encontrar você. E quando a noite termina, a sua lembrança me faz perceber o que eu realmente quero. Amo a diversão, mas quero a paixão. Quero você, mas você está longe. E quando ele não tira meu fôlego, a tristeza e a angústia vem. Ando por sonhos, porque lá encontro você. Nesse sonho é dia. Na beira do lago, deitamos na grama, damos as mãos. Olhamos o céu. Ouvimos o silêncio quebrado algumas vezes pelos pássaros. Quando seus olhos se fixam nos meus, esqueço de tudo. Quando as pálpebras deslizam sobre eles, seus lábios tocam os meus. Delicadamente cada vez mais intensamente. Esquecemos do mundo. A realidade de que logo nos separaríamos virava fumaça. A nossa última noite foi sob o reino do sol.
22/01/11, 01h50min.

I always search for a sign that tells me you haven’t forgotten me. I walk inside dreams. I ask the stars. I tickle the clouds, but they don’t tell. The moon lights my face and remains mute. The trees, tortured by the wind, don’t reveal. Maybe there is nothing to be revealed. Or they don’t want to tell me the truth. They want me to keep living on the world of dreams among them. Maybe my place in your heart is already taken and you have erased me from your memory. If that place was truly mine on those summer days. Why did you take my picture away after leaving it there? I can’t imagine what you feel. I don’t know what you think. And I have no clue. And I can’t ask. When we were among trees the touch of your hand was enough. A simple touch that made me feel the world. And then made the world disappear. Silence was music. The sun reigned. Now I look to the moon. Look at the sky during the reign of the sun hurts. I remember your eyes, accidentally. Those moments that your eyes looked so deeply into mine that made us one. Our short history left marks. So deep as long histories did. Quick, but intense. Besides marks, a light remained. The energy of the passion I felt for you haven’t left. I hope it never does. It brought magnetism to my eyes. So I try to use you to attract a new love. However, I still want to meet you. And when the night is done, the memory of you makes me realize what I really want. I love the fun, but I want passion. I want you, but you’re far away. And when he doesn’t take my breath away, comes sadness and anguish. I walk inside dreams, because I meet you there. In this dream it’s daylight. Next to the lake, we lay down on the grass, holding hands. We look at the sky. We hear the silence that is broken down occasionally by birds. When your eyes look into mine, I forget everything. When the eyelids slide over them, your lips touch mine. Smoothly becoming more intensively. We forget the world. The reality of being apart soon turned into smoked. Our last night was under the reign of the sun.

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