Cair na real

2011 começou com o meu interior se resolvendo. Coisa boa. Depois de um momento de fúria interior, confusão e raiva, cai na real.
Bem que dizem que depois da tempestade vem a bonança.
Aceitar as coisas como elas são nem sempre é fácil. Às vezes pensamos que aceitamos. Até que uma faísca detona o rojão e você se dá conta que ainda não controlou aqueles sentimentos, não aceitou a verdade, que as medidas empregadas só controlaram a praga, não a eliminaram.
Sonhos. Sonho muito. Tenho síndrome de comédia romântica. E o meu coração é ultra mega high burro. Sorte que o cérebro é o contrário (modéstia a parte). E mesmo assim muitas vezes o coração fala mais alto, grita (filha da puta). Uma disputa entre o que devo fazer e o que gostaria. Uma disputa entre o que eu gostaria que fosse e o que realmente é.
Incrível como depois de tudo o que vivi, o que experimentei, o que sofri, o que vi, ainda não aprendi. Bom, aprendi, mas é difícil colocar em prática. Sabe quando tem alguém falando na sua cabeça e você não consegue trabalhar? Pois é, o coração fica resmungando e você não consegue trabalhar direito com a razão. Você decide racionalizar e o coração fica apertado. Faz bico, briga, te deixa mal. Uma birra! Você se sente culpada por não tentar, por deixar a esperança de lado. Por encarar a verdade: ele não está nem aí para você, não te liga, não te escreve, não demonstra sentir sua falta, não demonstra que gostaria de te ver de novo. Tudo o que o coração quer que você veja são os momentos felizes, quando ele estava realmente ali, te desejando, te amando. Mas as coisas mudam, as situações mudam e nem sempre as pessoas querem lutar por aquilo que você acha que foi especial (para o outro pode não ser o caso, pode ter sido algo “normal”). Cada um sente de um jeito e com intensidades diferentes. E algumas pessoas querem tranqüilidade, não querem ter trabalho para ficar com alguém, não importa o que tenham dito. O outro é livre enquanto você está preso entre memórias, sonhos e esperanças. Eventualmente você cai na real.
Mas cai. E liberta-se. A cada experiência é mais rápido. Ainda bem.
E como cai! Posso ver tudo claramente agora. O errado da história. As diferenças. Os problemas. Palavras que feriram. Atitudes que magoaram. Não que eu esteja certa e o outro errado. Longe disso. As decisões tomadas pela iniciativa do outro foram corretas e adequadas. Mas em um curto período de tempo parece que se passaram anos. E a paixão me cegava. Para mim era perfeito. Mas não existe tal coisa. Pensando sem ouvir o coração resmungando tudo ficou claro. O que eu sentia e como você agia comigo eram perfeitos, naquela situação. Naquela situação. Se fossem anos ou meses, já não seria.
Objetivos de vida. Eu tenho alguns, preciso de objetivos, gosto de lutar por algo (ou alguém, do meu jeito). Já o outro... o objetivo é a tranqüilidade, não ter tanto trabalho. É mais fácil deixar de lado do que ter trabalho para ter a parte boa daquilo. Não acho que o outro está errado, busco ser mais assim, a maioria das coisas não valem a pena mesmo. Aprendi muito com o outro, a paixão explosiva também veio disso. Do diferente, de me sentir calma, em paz, diferente do estado que sempre estou, buscando algo, pensando em algo. Gosto de tranqüilidade e do que o outro me passou, mas ela não é meu objetivo. Não gosto de desistir. Quero mais do que só viver. Não sei se felizmente ou infelizmente, mas isso também não importa.
O que importa é que eu cai na real. Vi que agora é para frente. O outro não quer estar a minha frente, pelo menos não se ele tiver que ter algum trabalho. O que me matava era o motivo por ser assim. Me dei conta que não importa se ele não se apaixonou como eu, se eu não fui especial, se tudo aquilo foi bla bla bla. O importante é o resultado e a decisão.
Se eu aparecer na frente dele pode ser que ele me queira (parece) e não é do jeito que me faria feliz (isso não quer dizer véu e grinalda! Longe disso!), pelo pouco que ele me disse. Então não tenho que mudar meu caminho para estar na frente do outro, porque ele não vai mudar e eu não acredito que eu possa mudar alguém. Nem quero. Abomino a idéia de ter que mudar alguém para que essa pessoa se encaixe na minha vida. Volto a decidir a minha vida baseada nos objetivos profissionais. Como sempre fui e foi. Se a melhor ou única ou última opção for ir na direção dele veremos o que acontece (acho que nada, mas... a esperança é muito persistente). Se não for, ótimo. Surpresas a vir. Caminho que eu não conheço nem a paisagem ao redor.
Estou de volta ao meu normal. Que convenhamos, não tem nada de normal! Ainda bem!


Comentários

Madame disse…
NAO ACREDITO QUE ESSA PRAGA DETONOU SUAS PLANTINHAS!!!

Isso sim é motivo de ficar brava ne, vou me acalmar rsrsrs.

Uma otima semana pra vc gatona.

bju

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