Raiva no quebra-cabeças / Anger in the puzzle

Depois de sentir nostalgia, saudade, tristeza e ficar refletindo sobre os motivos das tantas coisas que aconteceram e acontecem na vida, vem a raiva. A raiva de querer viver algumas coisas que nunca vem. E que quando vem, vão logo embora, sem nem dar tempo de apreciar totalmente aquele sentimento bom no peito. Pessoas que passam tão rapidamente que não há chance de conhecermos o melhor delas.
Com o tempo os fatos vão se explicando e as peças do quebra-cabeça se encaixando. A vida é um quebra-cabeça com muitas cenas. Essas cenas vão se completando e algumas figuras se repetem em outras cenas.
Imaginamos as próximas cenas, mas algumas peças ainda faltam. Muitas vezes as cenas não são como imaginamos. Os cenários mudam e os personagens são totalmente diferentes.
O mais difícil é tentar montar as peças que estão embaralhadas na nossa frente e que darão origem as cenas dos próximos capítulos. Tão difícil de entender o presente muitas vezes. Principalmente quando é uma fase de transição. Claro que tudo está sempre mudando, acontecendo, transitando. No entanto, há fases que sabemos que irão acabar e quando, como as fases da lua. Só não sabemos o que mais irá mudar com elas. Só sabemos o que gostaríamos que ficasse e o que fosse embora e nem isso podemos controlar totalmente. É o famoso “tudo o que somos é poeira ao vento” (Dust in the wind - Kansas).
Controle, sempre tentamos controlar a vida e quanto mais tentamos mais ela foge do controle.
Quantas coisas e pessoas já perdi nesse ir e vir! Quantas coisas passaram. A maioria ficou na forma de memória. Algumas ficaram, nem sempre o que eu queria. Porém, apenas depois de tempos que as cenas do quebra-cabeça são montadas, sem peças faltando, é que podemos compreender o significado daquilo. E nesse período de quiescência é que a raiva vem. A revolta. A vontade de gritar. Simplesmente porque não entendemos. Porque não entendemos que ganhamos muito.
Por que sempre temos que entender?
Não seria mais fácil aceitar as coisas como elas são e deixar pra lá?
Perdemos muito tempo tentando entender. Estou aprendendo a relaxar e a curtir, sem me prender ao passado. É difícil, mas eu chego lá.
E a bebida me ajuda porque “tem uma resposta em uma dessas garrafas, então vou beber até eu esquecer a pergunta” (Caitlin Rose - "Answer In One of These Bottles") hahahahaha!



After feeling nostalgy, saudade (missing something/someone), sadness and keep thinking about the reasons why so many things have happened and happen in life, comes the anger. The anger of wanting to live something that never comes. And when it comes, go away so fast that you don’t even have time to fully appreciate such a good feeling on your chest. People pass by your life so quickly that there is no chance to know their best.
The reasons come with time and the pieces of the puzzle fit each other. Life is a puzzle with many scenes. These scenes are completed and some figures repeat in other scenes.
We imagine the next scenes, but some pieces are still missing. Many times the scenes aren’t like we imagined. The sceneries change and the characters are completely different.
The hardest is to try to put together the pieces that are scrambled in front of you and will determine the next ones. So hard to understand the present sometimes. Especially when it’s a transitional phase. Of course everything is always changing, happening, moving. However, there are phases we know they are going to end and when, like the moon phases. We just don’t know what will change with them. All we know is what we would like to keep and not to and even that we can’t control. It’s the famous “all we are is dust in the wind” (Dust in the wind – Kansas).
Control, we always try to control life and the more we do more it get out of control.
How many things and people I have lost in this come and go! How many things have gone by. Most of it remained in my memory. Some stayed, not always what I wanted. And only after some time the scenes of the puzzle were put together, with no missing pieces, we comprehend the meaning of it all. And in this quiescent time, comes the anger. The revolt. The will of screaming. Simply because we don’t understand it. Because we don’t understand that we have got a lot.
Why do we always have to understand?
Wouldn’t it be easier if we accept things as they are and just let it go, let it be?
We lose a lot of time trying to understand. I’m learning to relax and enjoy, without holding on to the past. It’s hard, but I’ll do it.
And the licor helps me because “there is an answer in one of these bottles, so I’m going to drink until I forget the question” (Caitlin Rose - "Answer In One of These Bottles") hahahahaha!

Comentários

Madame disse…
Eu vivo em extrema nostalgia.
Quando lembro que passei bons momentos e que, jamais viverei igaul, fk chateada.
To tentando parar de tentar levar todos que passaram na minha vida adiante.Foi bom, e pronto, ja foi.

Falo assim mas doi viu.

bju
Denise Portes disse…
E a vida é assim e é bonita.
Um beijo
Denise
Arianne Carla disse…
Por que sentir a nostalgia é o reconhecimento do querer... Do que já fora sentido e que ainda se mantém vivo lá dentro! Muito bom!

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