Trocentas horas depois... e dois dias para colocar os pés no chão!

Depois de esperar das 8h, mais ou menos o horário que resolvi as coisas no aeroporto, até 23:30h, horário que saia o vôo, fiquei sabendo que não tinha lugar mesmo, todo mundo apareceu! PQP!
Que vontade de invadir o avião! Eu quero ir pra caaaaasa! Buaáááá!
Bom, voltei todo o caminho para pegar todas as malas de novo. E esperei uma hora e meia por elas... que nervo viu! Já achei que os imbecis tinham mandado tudo para o Brasil... ia ser trágico!

Foi bom voltar para Guelph... resolver assuntos inacabados, olhar a situação por novos ângulos, perceber outras nuances. Passei sábado e quase todo o domingo com os olhos azuis. Vi outro lado dele no sábado e conversamos sobre tudo no domingo. Sábado a noite foi muito bom, em partes. Dancei e me diverti um montem no NV, onde tudo começou.

Aprendi mais uma coisa nessa viagem. Na verdade eu já tinha aprendido, mas nunca colocado em prática. Cuidar de mim mesma, controlar o coração e escutar mais a razão. Nós, seres humanos, em especial as mulheres, tendem a idealizar o outro, os sentimentos e criar expectativas. Esquecemos da realidade e lutamos contra ela com todas as forças. Tentamos mudar o outro, tentamos mudar as situações. Damos desculpas e pensamos que tudo vai mudar... com o tempo. Mas o mundo não é ideal, é real e não conseguimos mudar o outro. Cada um muda quando quer e quando decide o que quer. E sente o que sente.
No nosso mundinho de fantasia, só sentimos, não pensamos e nem percebemos quem é o outro.
E principalmente não percebemos quando é hora de se desapegar. Para não sofrer.
Relacionamentos são difíceis. Temos que conversar, sempre. E saber o que o outro realmente quer. E se o outro sabe o que quer. E o mais difícil, aceitar isso. E o mais difícil ainda, continuar em frente. Não adianta insistir, como dizem, dar murro em ponta de faca. Então, para que sofrer?

Esse tempo com os olhos azuis foi um dos melhores que já tive com alguém. Agora é hora de seguir em frente. Não significa que acabou. Não sabemos o dia de amanhã. Cada um segue sua vida, com vontade de se encontrar de novo, mas com todos os pingos nos is. Vamos ver o que vem pela frente... pela frente de nós dois. E o melhor, os dois se sentem da mesma maneira.
Claro que seria lindo juras de amor, poesias e melodrama. O melodrama foi quinta e ainda bem que tive a chance de voltar e conversar sem toda aquela nuvem de tristeza e irracionalidade que só fazia pensar nos abraços que não receberia mais. Mas isso não é um filme e todos sabemos que na prática, isso não existe. Pode ser que exista, mas é difícil manter, muita energia, muita expectativa, muito medo. O que existe é esse mundo de pessoas que tem vontades, pessoas que sentem, pessoas que ficam carentes e, principalmente, pessoas que acabam errando.
E eu não quero viver isso novamente. Quero minha paz, meus pés no chão, minha confiança que foi readquirida duramente. Viver o que é real, como foi esse último mês e pouco. Aquela paixão de fazer não ter fome, de tomar conta da sua mente, de tirar o sono, de sonhar acordado, de ver fotos e suspirar, mas que está ali, a 15 minutos. E que eu posso olhar em um instante nos olhos e ver que tudo continua real.

E assim, uma música que cabe bem...

Refrão:
Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know which way the wind will blow
Who's to know when the time has come around
I don't wanna see you cry
I know that this is not goodbye

Quem dirá aonde o vento a levará
Quem dirá o que a arruinará
Eu não sei em qual direção o vento soprará
Quem saberá quando o tempo trará para perto
Não quero ver você chorar
Eu sei que isso não é um adeus

Comentários

Ivana disse…
Adorei o post de hoje. Fico feliz que vc esteja se sentindo confiante, bem resolvida, cheia de energia boa. E vc tem toda razão... não sabemos o dia de amanhã... e o importante é ser feliz, sempre! Beijos e saudades!

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